Com todo respeito às demais figuras da nobreza musical mundial... Porque Caetano Veloso é o rei da música popular brasileira, Marisa Monte é uma diva, verdadeira rainha e por aí desfilaria uma corte da qual ao ler esse texto, eu mesma discordaria de alguns titulos e outros aplaudiria de pé em dizer: os últimos 50 anos da música mundial são pra humanidade e a gente tem que olhar pra trás e dizer que essa honra seus ouvidos tiveram, assim como os meus.
Uma era de Reis. Músicas imortais, aliás, música é algo imortal. Mas a produção musical mundial, sob o olhar dos reis é uma obra única, verdadeiro patrimônio da Humanidade que precisa ser preservada por nós que nos despedimos do Rei Michael e nos prendemos por mais de 2 horas na frente ta TV pleno sábado para assistir o especial do Rei Roberto Carlos.
Pare e reflita como refleti: menos idade que o Rei Roberto, cantarolei quase 100% das músicas executadas sobre chuva torrencial no Maracanã, onde ninguém queria ir embora... Sabe o que é isso? Qualidade! Se ficou não foi por um refrão mal escrito, repetitivo, mal elaborado... Ficou e está na minha cabeça por conhecer algumas peças e saber que musicalmente são muito bem elaboradas, à minúcia. Músicas que falam alto o sentimento, levam em conta a sensibilidade e o talento.

Falar do Rei Michael é quase a mesma coisa, tirando que a linha melódica das musicas quase sempre é cíclica, o que destaca a maioria da obra é o trabalho vocal que se extende e trás ápices que até então, acho que o mundo jamais tinha experimentado. Faço minhas as palavras de Beyoncè que disse, para quem quer cantar, Michael é obrigatório, mandatório, não dá pra passar.
E vejo essa era de Reis curvar para o declinio, perdemos o grande Rei do Pop há dias de uma tournê que marcaria seus 50 anos de idade. Hoje tive o privilégio de assistir "o cabeludo" Rei brasileiro desfilar duas horas de músicas e perceber que o tempo é implacável. Como num grande espetáculo, uma hora as cortinas vão se fechar e mergulharemos no sentimento da saudade.
Então penso no futuro, essa era de Reis. Outros Reis e Rainhas vão continuar a surgir a todo instante, pois nós, súditos, não podemos ficar tão carentes sobre esse reino, que é a música. Mas me preocupo, ao mesmo tempo que me orgulho, que essa Era de Reis não se finde com o suspiro da vida desses homens, como Michael Jackson e Roberto Carlos, se imortalize e que lá no futuro, quando nossas casas forem que nem as dos "jacksons", quando moraremos em arranha-céus, teremos uma funcionária robô e as unhas e cabelos sejam feitos num clique. Lá na frente, meus súditos, e os seus, reverenciem estes.
Que preservemos vívida sempre a lembrança da obra de artistas como estes citados, não desmerecendo outros que rompem décadas e não perdem o pique. Beat it! Billie Jean, Thriller ficarão pra sempre. Assim como "Como é grande o meu amor, por você" eterno Rei Roberto Carlos.


